"Quando o sangue quente do Príncipe jorrar aos teus pés, voltarás a ter a tua cauda de peixe". A Pequena Sereia de Andersen não foi capaz de matar o seu amor e trocou a sua vida pela dele. Este conto, lido no original, tocou-me muito na infância. Tenho pena que as crianças de hoje só tenham os finais felizes cor-de-rosa da Disney, adulterados, sem a ambivalência que dá beleza e densidade à vida. Ontem vi este filme na RTP2, inspirado no mito de "Ondina", sobre o mesmo amor puro e abnegado de uma mulher que veio da água, como todas nós. Uma história simples, que contém tudo.